Seja bem-vindo!































Neste blog exponho um pouco do meu modo de pensar e de sentir. Aqui expresso o que penso sobre o ser humano, a sociedade em que vivemos e a vida de um modo geral. Aquele abraço!































































































































Elisangela Furtado

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Seja bem- vindo!

Neste blog exponho um pouco do que penso e sinto sobre o ser humano, a sociedade e a vida de um modo geral. Espero que de alguma forma os meus textos possam levá-lo(a) a refletir um pouco sobre a arte de viver.

Um forte abraço!



Elisângela Furtado

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Gente de verdade

Gosto de gente de verdade

Feita de sentimentos, sonhos, coração

Pessoas que amam hoje

E a vida inteira saberemos que amarão

Ainda que não conviva mais ...

Pessoas que valorizam pessoas

E não coisas


Pessoas que acrescentam


E não destroem


Seres-humanos


Feitos de alma, coração, sonho,


Sensibilidade, amor, solidariedade...


Pena que elas andem cada vez mais raras.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sonhar é preciso... e lutar também!

Em casa nestas férias, tenho assistido um pouco mais de TV. Seleciono bastante o que entra na mente. Bom ver matérias bacanas, como a que acabei de ver no  programa da Fátima Bernardes. Emocionante a historia de um rapaz humilde, com 10 irmãos, que está tendo a oportunidade de fazer um cursinho pré-vestibular, almejando fazer faculdade de Fisioterapia.
Bacana ver em seu olhar a alegria de ser o futuro primeiro universitário da família. Também fui a primeira universitária da minha família. Deus me concedeu essa graça. Depois felizmente vieram outros universitários e se Deus quiser teremos na família outros que poderão concluir com êxito o curso superior.
Eu acredito na transformação pela educação e me emociono sempre em ver pessoas de camadas mais humildes tendo acesso a Universidade e  valorizando isso. Esse tal rapaz exprime uma felicidade e ao mesmo tempo uma garra contagiantes. É uma daqueles brasileiros que não desistem nunca e agarram com unhas e dentes as oportunidades que a vida lhes oferece. Como professora, procuro lançar boas  sementes  nos solos férteis das mentes e corações dos meus alunos. Procuro através da minha história, incentivar-lhes a lutar pelos seus sonhos. É verdade que encontramos muitos adolescentes que parecem não ter aprendido a sonhar ou terem desistido de seus  sonhos. Deparo-me com muitos alunos sem perspectivas de futuro. Mas quero morrer crendo que é preciso sonhar, é necessário lutar e é possível realizar muitos de nossos sonhos através da Educação.
Que tenhamos num futuro próximo  governantes que deixem de usar a “educação de qualidade”  apenas como bandeira para elegerem-se e passem a investir em recursos para tornar a Educação pública, uma educação qualificada.
18/1/13

sábado, 29 de dezembro de 2012

Escritos de fim de ano

“Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir...”

Gosto de ser EU mesma, gosto de não precisar fazer esforço para agradar, para ser aceita 
ou querida... Jamais serei unanimidade, ninguém é. Mas já fico bastante feliz em ser querida por quem amo. Esforço-me para não ferir ninguém, procuro alcançar a felicidade com cuidado, sem alarde, com sabedoria... Assim vou vivendo! Acho bom quando é possível conviver em harmonia com os que são diferentes de mim. Esforço-me para não julgar os opostos, não é fácil, não mesmo... Mas me esforço. Senti vontade de expressar esses pensamentos! Fim de ano deixa a gente meio metido a poeta (rsrs)

29/12/12

sábado, 20 de outubro de 2012

O DIA EM QUE O BRASIL PAROU


Também fui uma das brasileiras ansiosas pelo fim da novela, mas agora vendo a matéria sobre repercussão mundial sobre o ultimo capitulo de “Avenida Brasil”, fica uma reflexão: Essa tamanha mobilização que mudou até  a agenda da nossa “presidenta” reflete uma inversão de valores que explica muito sobre a atual situação política, social e econômica do nosso país...
Não faço aqui uma campanha contra as novelas, é inegável  a posição cultural que ocupam, embora sejam muito questionáveis os valores que elas propagam. Mas que nação e essa que pára pra ver um capítulo de novela e se  omite diante de problemas sociais tão sérios, como a crise educacional, na saúde e na segurança publica?
Oi, oi, oi, Brasileiros: Precisamos acordar!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

VERBO AMAR



Tenho aprendido a ser professora


Sendo professora


Não aprendi isso na faculdade


E duvido que alguém aprendeu


Para dizer a verdade.


E muito bom compartilhar da vida


De seres tão especiais!


Alunos que renovam minhas esperanças,


De vocês não me esquecerei jamais.


Ser professor não é nenhum mar de rosas...


Meus colegas podem confirmar.


Muitas vezes, em meio as provas,trabalhos e diários


Dá mesmo pra desanimar.


Na correria do dia-a-dia


Nos afastamos de nós mesmos,


Esquecemos de que antes de sermos professores


Somos humanos, amigos, poetas, sonhadores...






Mas nessa jornada o que ficam


São os sorrisos sinceros


E a sensação de poder contribuir,


Ainda que minimamente,


Na formação de outros seres.






Lutamos contra a massificação,


Nos recusamos a ser engolidos pelo sistema,


Combatemos a alienação...


As vezes dá vontade de parar.


Mas quando vejo um aluno


Desabrochar, evoluir, se expressar


Por meio de palavras ou mesmo num simples olhar


Ai percebo que ainda vale a pena continuar...


A vocês, meus alunos,


Quero apenas lembrar:


Ainda que esqueçam os verbos e as regras gramaticais,


Guardem com vocês duas coisinhas que considero essenciais:






Lembrem-se de que o verbo AMAR tem muito valor


E que o substantivo mais importante é abstrato e se chama AMOR.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quem é essa gente?

Quem é essa gente


Que anda tão descontente?


Quem é essa gente, que propaga a infelicidade

Tão vorazmente?


Quem é essa gente?


Todos nós temos nossos defeitos


Todos nós somos pacientes e sujeitos


Todos nós precisamos lutar


Por nossos tão propagados direitos


Todos nós precisamos gritar


E nossa indignação expressar


Mas muitas vezes é preciso calar...


Muitas vezes é necessário pensar


Por que ação sem reflexão


Quase sempre traz precipitação


Posso muitas vezes me alienar


Posso muitas vezes mal me comportar


Mas tenho aprendido


Que minha vida só faz sentido


Se a luta for para a PAZ eu encontrar.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

A POBREZA DA RIQUEZA

(Por Cristóvam Buarque )
"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.
A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.
Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".