Seja bem-vindo!































Neste blog exponho um pouco do meu modo de pensar e de sentir. Aqui expresso o que penso sobre o ser humano, a sociedade em que vivemos e a vida de um modo geral. Aquele abraço!































































































































Elisangela Furtado

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Neste blog exponho um pouco do que penso e sinto sobre o ser humano, a sociedade e a vida de um modo geral. Espero que de alguma forma os meus textos possam levá-lo(a) a refletir um pouco sobre a arte de viver.

Um forte abraço!



Elisângela Furtado

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Quem é essa gente?

Quem é essa gente


Que anda tão descontente?


Quem é essa gente, que propaga a infelicidade

Tão vorazmente?


Quem é essa gente?


Todos nós temos nossos defeitos


Todos nós somos pacientes e sujeitos


Todos nós precisamos lutar


Por nossos tão propagados direitos


Todos nós precisamos gritar


E nossa indignação expressar


Mas muitas vezes é preciso calar...


Muitas vezes é necessário pensar


Por que ação sem reflexão


Quase sempre traz precipitação


Posso muitas vezes me alienar


Posso muitas vezes mal me comportar


Mas tenho aprendido


Que minha vida só faz sentido


Se a luta for para a PAZ eu encontrar.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

A POBREZA DA RIQUEZA

(Por Cristóvam Buarque )
"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.
A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.
Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SIMPLES ASSIM

   
Como e bom constatar que a felicidade e algo tão mais simples que imaginamos.
As vezes complico tanto a vida e outras fico feliz por coisas tão corriqueiras como:
limpar a geladeira, que  há semanas gritava por ser limpa, completar a serie de exercícios na academia, depois de ter adiado meses para me matricular, visitar a tia e comer um pedaço de bolo com café fresquinho...
Ter a sensação de dever cumprido, ter a mente leve, ter  a alma tranquila... Isso não tem preço! Isso me faz feliz.
Simples assim! Ser feliz e não estar em divida com ninguém e muito menos consigo mesmo.

sábado, 14 de abril de 2012

Aprendendo a contemplar


Na ultima semana resolvi ir com uma amiga da adolescência visitar a exposição das obras da pintora modernista Tarsila do Amaral. Nunca me diverti tanto numa exposição!
Quando soube da exposição, anotei em minhas notas autoadesivas do computador para não deixar de ir...
Minha amiga compareceu ao CCBB um dia antes do combinado! E quando me ligou, percebeu o equivoco... Eu, que normalmente desligo o celular enquanto dou aula, havia o esquecido ligado e já que tocou , atendi... Ela só não estranhou mais o barulho da minha turma porque leciona para turminhas tão ou mais agitadas quanto a minha, conforme fiquei sabendo depois. Professores quando se juntam acabam caindo no lugar comum: sala de aula.
Ela errou o dia, eu a artista! Cheguei antes dela e ao ver uma funcionária do CCBB que supus ser uma guia,junto a um grupo de alunos, aproximei-me e perguntei se o grupo iria assistir a exposição da Anita Malfati... Ela educadamente, corrigiu-me: “Da Tarsila do Amaral” e para não me deixar mais sem graça do que eu fiquei, complementou: “Não tem problema, eram da mesma época, ou eram amigas, algo assim”.
Descobri que se quisesse uma visita mediada deveria agendar. Após a chegada da minha amiga, nos dirigimos ao segundo piso e descobrimos que a próxima visita mediada iria demorar cerca de 2 horas, então decidimos fazê-la sem mediador... Sábia decisão! Jamais teríamos aprendido tanto sobre as obras da Tarsila.
Entre uma obra mais famosa e outra, encontramos algumas que não conhecíamos e tentamos decifrá-las... Com o mediador não teríamos divagado tanto, nem nos divertido também ... Tudo que eu sabia sobre a artista era que “Abaporu”, seu mais famoso quadro significa “ Homem que devora gente” e faz uma critica a valorização do trabalho braçal , em detrimento do conhecimento intelectual. Após tal descoberta passou a fazer total sentido para mim, a tela apresentar uma cabeça tão diminuta com braços e pernas tão grandes. Nossa , como sou bem informada! Da-lhe Google!
Minha amiga foi mais longe em sua capacidade de análise das obras de arte. Enxergou os cabelos esvoaçantes, onde uma certa “entendida” jurou se tratar da fumaça de uma fábrica.
Fomos capazes de identificar a valorização da cultura nacional em suas obras, que retratam paisagens e tipos bem brasileiros....
Descobrimos o que é um urutu, titulo do quadro que mostra uma serpente engolindo um ovo gigante. A Tarsila tinha mesmo problemas com a proporção , o ovo era bem maior que a serpente. Aprendemos, admiramos a beleza das obras, mas nos divertimos mais que tudo.
Depois de termos visitado as duas salas. Resolvemos ouvir a explicação do mediador, que mostrou-se bem disposto a esclarecer nossas duvidas. Mesmo tendo dito que já tínhamos visto todas as obras e só queríamos uma breve explicação, fez questão de nos acompanhar novamente pelas duas salas, mostrando-nos toda a exposição. Porem fez questão de deixar claro, que tinha dificuldade de falar alto, uma vez que morou na Alemanha e como lá as pessoas tem o habito de falar baixo, ele já não consegue elevar o tom da voz.
Éramos três a principio, para ouvir os esclarecimentos do guia. Mas um casal juntou-se a nos. E ai que começou a parte mais cômica da visitação . A mulher que a principio parecia entender muito de artes, não continha-se ao ouvir a explicação do mediador e sempre queria acrescentar sua opinião.
Essa foi a mesma que viu a fumaça, quando o guia afirmou tratar-se de cabelos esvoaçantes de uma mulher.
Sempre após a explicação do guia, acrescentava algo, como: mas pode ser isso assim, assim... E viajava, viajava... Nos também demos nossas viajadas, mas ela extrapolou. O guia já estava perdendo a paciência.
Quando chegamos diante de uma das obras mais famosas da Tarsila , Antropofagia, ela comentou que tem uma réplica, pintada por uma amiga e eu testei meu “vastíssimo conhecimento” sobre a obra, perguntando se de fato a explicação de que a obra faz uma critica ao trabalho forçado por isso o exagero na proporção dos braços e pés faz sentido. O guia discordou e eu recolhi-me a minha insignificância numa boa. A mulher insistiu que fazia sentido o que eu havia falado , também continuo achando que faz sentido porque fica complicado, por mais abstrata que seja a obra, justificar a desproporção das formas, em especial nessa obra em questão. Mas não ia discutir com alguém que não sabe falar alto porque morou na Alemanha. Ah, não ia mesmo!
Já cansado de ouvir as especulações artísticas da visitante, ele lança a seguinte pergunta, tentando provar a abstração da obra: "O que me dizem daquele vermelho , ali na tela?" Minha amiga e eu só então reparamos o rabisco vermelho. Mas a visitante não, ela precisava dar sua aula, ela não se continha em não expor seus conhecimento aprofundado e sua enorme capacidade critica, e, sem pestanejar, respondeu: E sangue! Temos um casal, enamorado. O sangue pode significar o parto... Olha daí por diante, não deu pra ouvir mais nada do que a tal mulher insistia em falar. Para supera-la, só mesmo o guia. Ao encerrar a mostra , com os pertences pessoais da artista, ele comentou o quanto ela era culta, que falava vários idiomas e arrematou com a seguinte frase: "Só não falava alemão melhor que eu! "Cada guia tem a visitante que merece! E minha amiga e eu alem de aprendermos a contemplar , nos divertimos muito!
Ps.: Contemplar, segundo o guia, e estar aberto a aprender... Para isso precisamos aprender a ouvir mais que falar.

sábado, 7 de abril de 2012

Ser feliz





Não quero viver os momentos

Apenas para ter o que contar

Nem pra preencher um álbum de fotografias

E numa rede social compartilhar

Quero muito mais, sei que muito mais

Do que isso está a me esperar

Quero viver, quero me alegrar

Sem com a opinião alheia me preocupar

Felicidade não é algo

Que precisamos querer mostrar...

Isso flui naturalmente

Não é preciso propagar

Ser feliz faz-se evidente no olhar.

terça-feira, 27 de março de 2012

O verbo “fuar”



Eu precisei estudar muitos anos, fazer faculdade de Letras para ganhar alguma intimidade com o nosso idioma. Minha sobrinha de apenas dois aninhos já até inventou um verbo. Outro dia, ao deixar um pedacinho de linguiça cair no chão , falou-nos: “Ih, a linguixa caiu no chão” e mais que depressa os adultos presentes disseram-lhe: “Jogue fora!” E ela sem pestanejar, respondeu, “Não , vou fuar!” e soprou: “Fuuuu, fuuuuu!”. Não tem muito mais a ver “fuar” que soprar? Minha sobrinha e um gênio! (rsrs). Como e lindo ver a descoberta da linguagem, na tentativa de se comunicar. Eu fico babando e admirando a inteligência. O que me surpreende e que foi invenção sua, precisa se comunicar e sai criando "neologismos", que como professora de português analiso gramaticalmente, mas como titia coruja, só me resta babar muiiiiiiiiiiito. E agora ela segue "fuando" por ai. Outro dia chorou porque queria que o pai a ajudasse a "fuar" a bola de gás que esvaziou. Essa Sarah!!

sábado, 17 de março de 2012

Dias cinzas




























Tenho dias cinzas
E e difícil encará-los
Mas procuro colori-los,
procuro alegrá-los.

Ponho uma corzinha aqui
E outra alegre ali
E sigo a caminhar...

Às vezes sinto um aperto no peito,
Uma vontade de parar,
Fazer uma pausa longa,
Ir para um lugar distante.
Sinto a inquietação de uma busca incessante.

Minha sorte é ser amada,
Ser querida, ser amparada
Por aqueles com quem posso contar.

Minha sorte é ter um DEUS
Que me ergue a cada queda,
Me fazendo recomeçar .

Minha sorte é não desistir
E assim
Após dias cinzas
Poder de novo sorrir
E vivenciar dias azuis, amarelos, rosados...

A vida é assim:
Podemos imprimir
Cores novas aos dias acinzentados.