Felicidade...
Ah, é bem menos complicado encontrá-la que possamos imaginar!
Para encontrá-la não precisamos maquiagem, super produção, roupa cara...
Em geral, a encontro nas coisas simples:
Na descontração, no dia-a-dia...
Na ingenuidade da criança,
Na falta de competitividade,
No carinho sincero,
Na palavra amiga,
Sem discursos ensaiados,
Na falta de pretensão,
Na despreocupação em convencer, em provar algo...
Encontro a felicidade
Quando deixo fluir...
Quando não programo,
Quando não planejo tanto,
Quando topo viver o hoje, sem tentar modificar o imutável.
Não é fácil...
Mas é maravilhoso
Usufruir do milagre da vida
Sendo simplesmente o que somos
E aceitando-nos assim!
Obrigada, ó Deus, pela vida e por saber que estás comigo.
18/11/10
Seja bem-vindo!
Neste blog exponho um pouco do meu modo de pensar e de sentir. Aqui expresso o que penso sobre o ser humano, a sociedade em que vivemos e a vida de um modo geral. Aquele abraço!
Elisangela Furtado
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Seja bem- vindo!
Neste blog exponho um pouco do que penso e sinto sobre o ser humano, a sociedade e a vida de um modo geral. Espero que de alguma forma os meus textos possam levá-lo(a) a refletir um pouco sobre a arte de viver.
Um forte abraço!
Elisângela Furtado
Um forte abraço!
Elisângela Furtado
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
É PRECISO FILTRAR O ESSENCIAL

Somos bombardeados por informações a todo instante, seja pela TV, pelo rádio, pela Internet ou pelos jornais. Isso sem falar das informações que nos chegam através das conversas informais com os familiares ou colegas de trabalho. Por mais que nos esforcemos, nosso tempo é pouco para darmos conta da demanda de informações veiculadas todos os dias. Procuro assistir aos noticiários, ler jornais e revistas. Minha profissão exige de mim uma constante atualização.
Gosto de me informar, mas confesso que passo por momentos de alienação. Já vivi um momento de extrema ansiedade por conta disso. Queria sempre mais informações. Fui assinante de uma revista semanal de grande circulação e ficava mal quando recebia um exemplar e não tinha dado conta de ler o anterior. Comecei a rever essa neurose. Há épocas em que estou tão focada em determinados objetivos, que mesmo que me ponha sentada de frente a TV, minha mente não está ali e portanto não consigo assimilar o que está sendo transmitido. O nosso cérebro é bem mais sábio que nós e sabe a hora de bloquear o excesso de informações, fazendo um "Stop".
Segue uma matéria interessante sobre a importância de sabermos filtrar o que é realmente importante.
De quanta informação realmente precisamos?
Que atitudes podemos tomar em nossas vidas para que a sociedade da informação não nos engula? Esta pergunta foi feita para psicólogos pelo site Ser Melhor e suas respostas podem ser lidas neste artigo.
Introdução
A sociedade da informação chegou definitivamente e sua expansão se deveu indubitavelmente a Internet. Nela podemos encontrar praticamente tudo que procuramos; desde a nossa música predileta até aquela que apenas ouvimos quando eramos crianças, sem deixar de lado as novidades que sempre aparecem.
Hoje as pessoas fazem pesquisas na Internet sobre seus problemas antes de ir a seus médicos, a fim de verificar informações. As notícias podem ser consultadas diariamente sem a necessidade de se comprar um único jornal e sem se gastar praticamente nada, somente acessando portais online, blogs, rss, boletins informativos especializados e etc.
Fazer um curso agora não depende mais de se inscrever em uma escola física ou sair do país. Com alguma vontade se consegue aprender sozinho e de graça em redes sociais, utilizando cursos online ou simplesmente navegando.
Mas a sociedade da informação não se restringe apenas a Internet, apesar desta ser seu ícone. A TV (considerando-se suas óbvias limitações de programação), o rádio, as bancas de jornal, as inúmeras publicações altamente específicas e segmentadas para públicos que vão dos churrasqueiros de domingo até as pessoas que desejam decorar apertamentos de até 45m2 ou obter material especializado são outros exemplos de como a informação está disponível e relativamente barata, quando não de graça.
A especialização tornou nossa maneira de viver muito diferente, mais personalizada, tando na vida familiar, no lazer ou em nosso trabalho.
Porém, a Informação começa a nos cobrar um preço alto por tudo que tem nos dado. O que parecia um milagre, uma dádiva da dita “modernidade” vem mostrando seu lado perverso. Esta sociedade consome e produz informação em quantidades e velocidades tão assombrosas que não conseguimos mais acompanha-la. E a pergunta é: como nos mantermos informados com tanta informação (parece paradoxal, não é)? Que tipo de informação devemos assimilar e qual devemos descartar? Como podemos acompanhar os avanços e as novidades? Precisamos mesmo de todas as novidades?
A informação está não um passo além, mas sim uns quatro ou cinco. Ao mesmo tempo o “mercado” nos diz para sempre estarmos atentos a tudo, ficar “ligados”, “antenados” no que acontece se não podemos “ficar para trás”. Isto tem gerado angústia, depressão, ansiedade e etc. em uma quantidade cada vez maior de pessoas. Esta impotência diante do conhecimento tem gerado doenças de natureza mental e até mesmo físicas, pois ambas caminham, em muitos aspectos, juntas.
Com o intuito de tentar discutir este problema, o do excesso de informação, e de tentar trazer alguma luz a respeito do tema o site Ser Melhor consultou psicólogos e lhes fez a seguinte pergunta: “Que atitudes podemos tomar em nossas vidas para que a sociedade da informação não nos engula?”. Abaixo colocamos suas respostas para que você, leitor, possa refletir e até mesmo seguir suas dicas.
Respostas dos Psicólogos
Gabriela Malavazi
É verdade. Diariamente somos bombardeados por centenas de informações do específico ao geral de um assunto. Paralelo ao excesso de informações existe um apelo para a competitividade, para corrermos atrás de tudo, sermos empreendedores, ativos, espertos, senão morreremos na sarjeta da exclusão.
Esses são os valores do capitalismo. Mas, se pararmos um pouco para pensar, veremos que é impossível esgotarmos o conhecimento sobre qualquer assunto. Saber limites, trabalhá-los e aceitá-los é uma boa forma de contenção destas angústias.
Bem como saber filtrar o que realmente nos interessa para o momento. Aprendemos aos poucos, aliando informação com experiência, ou teoria com prática como dizem, não? A voracidade, a ansiedade por 'engolir' tudo ao mesmo tempo só pode causar indigestão. Há tempo para percebermos as coisas, aliarmos ao que sentimos e vivenciamos e aprendermos com a experiência. Vale o auto-conhecimento neste processo, inclusive se nos percebemos 'tomados' por esta ansiedade.
Que conflitos podem estar por detrás deste comportamento? Há momentos em que esta reflexão pode ser necessária e, se não conseguimos sozinhos, a ajuda de um profissional pode ser valiosa. Afinal, atenção e cuidado com as nossas atitudes são sinais de preservação das nossas vidas de forma respeitosa e saudável.
Valquiria Lis Shinkai
Informação. Dar forma, colocar na fôrma, criar, representar, esta é sua análise etmológica
Vivemos em fôrmas e tentamos insistentemente dar forma ás fôrmas que vivemos
Que atitude podemos tomar diante de tantas informações?
E diante de nós mesmos? de nossas próprias fôrmas?
Como fazer para que algo não nos engula, se nos engolimos o tempo todo?
Se mal nos digerimos, como digerir a diversidade, o conhecimento, a rede, a globalização?
Buscamos fora de nós. Respostas, novidades, inteligencia. Emoções. Sentimentos. Amor.
Algo que faça sentido. Que nos dê um sentido.
Conhecimento que nunca se transforma em sabedoria.
Mente que não se renova, não ousa, não cria.
Mente pequena que nos dá tão pouco.
Mente de fora.
Nada existe de fora para dentro, tudo existe de dentro para fora.
Não existe nem fora, nem dentro.
Somos o que devemos ser.
Somos o que precisamos ser
somos o fora e o dentro.
Somos a diversidade, o conhecimento, a rede, a globalização;
Somos tudo e tudo em nós se manifesta.
A informação está fora e está dentro
A mente cotidiana nos leva para fora, para a fôrma, para a massa, para a soberba
A grande mente nos leva para dentro, para o inter-ser, para a imensidão, para a expansão
Para um coração iluminado, que nos informa com sua grande sabedoria
O que realmente devemos saber.
Obs: fôrma foi acentuado para diferenciar de forma.
Marcos Braga
Alguém uma vez me disse: “Quando uma pessoa vai dormir e acorda no dia seguinte já está desatualizada em relação a qualquer assunto”. Talvez seja uma afirmação um pouco drástica, apesar de estarmos vivendo na Era do Conhecimento e a produção de informação está tão veloz que é praticamente impossível acompanhar o que há de novo.
O mercado de trabalho segue essa tendência, hoje as empresas de forma geral querem uma pessoa que conheça um pouco de cada assunto, ou seja, uma profissional que seja especialista na sua área e ao mesmo tempo conheça vários outros assuntos, como outras línguas, informática, etc. Porém, estar sempre atualizado não é fácil, exige tempo e dedicação; e aqui está o grande problema, o tempo para dedicar a produção de conhecimento, a maioria das pessoas acredita não ter essa disponibilidade, o que causa grande angústia e dificuldades de adaptação a essa nova era, parte do estresse que ocorre no ambiente de trabalho é devido ao medo de perder o emprego por se sentir ultrapassado ou pela competição para conseguir uma vaga melhor, que é destinada a quem está melhor preparado.
Uma sugestão para não entrar numa crise existencial por não conseguir saber tudo é priorizar aquilo que é mais importante. Não é possível saber tudo, porém alguns assuntos são importantes para cada pessoa e conhecê-los bem faz grande diferença. Outro ponto importante é garantir um tempo para o lazer, e também para o “ócio” como aponta Domenico de Masi no seu livro “O Ócio Criativo”.
Salete Monteiro Amador
Como tudo na vida, o desequilíbrio traz muitos males. É impossível acompanhar a tudo! Mas é possível estar bem informado naquilo que nos interessa, sem que isto nos prejudique.
Acho que em primeiro lugar devemos ter claro que áreas ou interesses nos agradam ou são fundamentais para a nossa vida e também para o trabalho que realizamos. A partir disto focar nesses assuntos sem se alienar de outros acontecimentos importantes para o nosso contexto de vida como notícias do bairro e cidade onde moramos.
Isto me faz lembrar do processo de memória de nosso cérebro. Ele está em contato com milhares de informações, mas só armazena na memória, por mais tempo, algumas delas, as mais indispensáveis (como nossa história de vida) e marcantes (como momentos com alta carga afetiva, seja de paixão ou de trauma). Para guardar novas informações o nosso cérebro faz uma seleção, dispensando dados antigos sem utilidade para nós. Assim, não lembramos de tudo o que nos aconteceu na vida com todos os detalhes, mas sim de situações e eventos mais importantes e indispensáveis para a nossa identidade.
Se nosso cérebro só armazenasse informações novas sem critério e não se desfizesse de nada então acredito que talvez enlouqueceríamos, perdidos num excesso de tudo.
Assim acho que o melhor caminho é o do meio: olhar para dentro de nós, escolhermos as informações que nos interessam (por prazer e por necessidade de atualização), o que é necessário para nossa carreira e para conviver num mundo que muda constantemente, sem com isto perdermos a nós mesmos, o contato com a natureza, amigos, estar em silêncio, etc.
Autor(a): Salete Monteiro Amador
Psicóloga formada pela PUC-SP
Aprimorada em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde/FUNDAP.
Supervisora e Terapeuta Comunitária formada pelo Dr. Adalberto Barreto.
Realiza atendimento psicológico em consultório particular (Vila Madalena).
Contato: salete_psi@yahoo.com.br
10/10/10
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Há tempo para tudo

Normalmente sou bem reflexiva... Penso muito! Segundo o que já li do Augusto Cury, tenho SPA- síndrome do pensamento acelerado. Mas dizem que não transpareço isso. Passo uma caaaaaaaaaaaalma que nem sempre reflete o meu interior. O fato é que acelerar demais é ruim e a apatia é péssima. Tento encontrar o meio termo. Como diz diz a bíblia: Há tempo pra tudo... Tenho tentado respeitar meus desejos e no dia em que me dá vontade de parar, quando posso, eu paro.
A pessoa que eu preciso satisfazer primeiramente sou eu mesma. Não tenho que parecer estar o tempo todo feliz, disposta, sorridente só para agradar aos que me cercam. Mas às vezes cometo esse erro – de querer agradar mais aos outros que a mim mesma.
Ditado velho, mas certeiro é o que diz “ se não amo a mim mesma não posso amar os outros” ou “se não me amo, não posso querer que me amem.”
Hoje é um desses dias em que resolvi fazer pausa total e me permitir não fazer nada (ou quase nada). Fiquei quietinha, na minha.... E sabe que isso me faz bem? De vez em quando é bom parar. Lógico que não dá pra isolar-se, viver numa bolha, mas o silêncio e o isolamento programado me ajudam a organizar os pensamentos, a me ouvir e a recarregar a bateria.... Amanhã é outro dia, pode ser que eu queira estar no meio na multidão... Mas hoje não.
19/07/10
sábado, 3 de julho de 2010
¡ADIÓS, DIEGUITO!

A Copa 2010 acabou! Pelo menos para mim e para aqueles brasileiros que, como eu, só entendem que a copa está rolando enquanto o Brasil está na disputa. Acabou ontem, após a nossa seleção ser eliminada pela Holanda.
Cento e noventa e três milhões de brasileiros sentiram o gostinho do Hexa após o gol do Robinho. Mal podíamos imaginar que ali daríamos nossas últimas “vuvuzeladas” pra valer nesta Copa. Continuamos a torcer... ensaiamos alguns gritos de gol ainda, com chutes que infelizmente não entraram, como o de Kaká. Ficamos felizes quando o juiz deu 5 minutos de acréscimo... Nem tudo estava perdido. Poderíamos empatar e ir para a prorrogação. Até na disputa de pênalti poderia ser... O importante era ir para as semifinais. Mas não deu! O Brasil não conseguiu “espremer a laranja” e teve de sentir o gosto amargo da derrota.
Na luta entre razão e emoção, venceram os racionais holandeses, que enfrentaram no segundo tempo, um time nitidamente desestruturado emocionalmente, após o segundo gol dos adversários.
Após o jogo pude constatar claramente que para a grande maioria dos brasileiros a copa realmente tinha acabado e tínhamos de retomar o ritmo normal de nossas atividades. Se ganhássemos o dia teria cara de domingo, com festas comemorativas, como perdeu voltou a ser uma sexta-feira qualquer. Guardei minha vuvuzela na bolsa , fui ao médico, vi pessoas circulando nas ruas como num dia de semana qualquer...
No consultório, pela TV, vimos Gana ser desclassificada. Nem isso para nosso consolo!
Mas nem tudo estava perdido: hoje o jogo da Argentina x Alemanha teve cara de final de Copa e, para a maioria dos brasileiros, a emoção foi igual ou maior que se tivéssemos trazido a taça! Vimos “Don Diego Maradona” dançar um tango “muy dramático” . "¡Adiós, Dieguito! " "¡No llores por él, Argentina!"
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sonhar sempre!

Precisamos de sonhos que nos motivem a viver. Acordar a cada dia é mais fácil e prazeroso, se temos uma meta a alcançar. E nem sempre é fácil atingir o nosso alvo. Precisamos arregaçar as mangas e buscar realizar o que sonhamos. Esse sonho pode ser um amor a ser conquistado, um curso a ser realizado, um emprego... Não importa qual seja... Se é importante para nós, devemos persegui-lo. Mas sem dúvida, além de nossa determinação, tem grande peso o apoio dos que nos cercam.
Como é bom poder contar com uma palavra amiga, com um incentivo, um elogio sincero. Muitas vezes tudo o que precisamos é ouvir: “Você consegue!”, “Não desanime!”, “Você é capaz!”.
Algumas pessoas são especialistas em atirar entulhos nos sonhos alheios. Se não conseguem algo, tentam desestimular o outro a conseguir. Fazem isso através de comentários que desencorajam ou simplesmente se omitem. Calam-se, quando poderiam encorajar o próximo em sua caminhada.
Aprendi que, mesmo que tentem nos desanimar , temos de ter determinação, crer em Deus, em nós mesmos
e , sem alarde, seguir...
A jornada é mais árdua, mais difícil quando em vez de incentivadores, encontramos pessoas que torcem contra. Mas o êxito não é impossível.
Não deixemos que nossos sonhos sejam enterrados por quem já desistiu de sonhar!
Elisângela Furtado
segunda-feira, 3 de maio de 2010
QUERO AMIGOS HUMANIZADOS

Muito já se escreveu em prosa e em verso sobre a AMIZADE. É possível ser feliz sem amigos? Não, é impossível. Necessitamos ser ouvidos, acolhidos, incentivados, amados.
Há pesquisas que comprovam que pessoas que têm amigos cuidam-se mais, produzem mais no ambiente de trabalho, enfim, são mais felizes.
No entanto, a relação de amizade pressupõe reciprocidade. É preciso ouvir para ser ouvido, acolher para ser acolhido, amar para ser amado. E é desnecessário dizer que amizade é algo que surge de forma espontânea, cativando e deixando-se cativar.
Bom mesmo é ter amigos que sabem ser amigos, aqueles que compartilham conosco tanto os momentos felizes quanto os tristes. Terrível ter amigos que só querem dividir as glórias, contar bravatas de sucesso. Nunca sentem medo, insegurança, não têm problemas... Se acham auto-suficientes. Você se sentiria à vontade para contar um problema a alguém assim? Difícil, não?
Quando convivemos com alguém mais humanizado, que compartilha suas dores e não nos julga quando lhes confidenciamos uma fraqueza, um problema, sentimo-nos bem, relaxamos, percebemos que não precisamos escolher palavras, pois estamos diante de um AMIGO.
Certamente nos alegraremos quando esse mesmo amigo que divide suas dores, vem compartilhar uma vitória, um sonho concretizado, um sucesso pessoal.
Amizade é uma via de mão dupla: devemos doar e não apenas desejar receber.
Elisângela Furtado
“Os homens compram tudo pronto nas lojas... Mas como não há lojas de amigos, os homens não têm amigos.”
Antoine de Saint-Exupéry
sábado, 1 de maio de 2010
Não quero perder o melhor

Como todas as pessoas, tenho habilidade para algumas coisas e não tenho para outras. Houve um tempo em que eu tive medo da tecnologia. Medo de não me adaptar à internet, de ficar ultrapassada... Lembro-me de uma época em que o computador era minha ferramenta de trabalho num curso de idiomas. Eu ainda não tinha PC em casa. Nossa! Como apanhei!! Mas aprendi e hoje não tenho mais medo desse “bicho papão” chamado computador. Gosto de navegar, de “orkutar”, de teclar... enfim, virei “internauta”.
Ainda demoro um pouquinho para me familiarizar com certos aparatos eletrônicos. Quando estou diante de um novo modelo de celular ou tenho que instalar um DVD ou algo do tipo, ainda apanho um pouco. Se tenho quem faça por mim, confesso que me acomodo. É que sou de uma geração que não nasceu “conectada”. Na minha época - Ai! Quando falamos isso, não tem mais jeito, estamos saindo mesmo da juventude e caminhando para a maturidade ou sei lá como chamam agora. Mas, na minha época de escola, os professores não precisavam competir com celulares, MP3, MP4...MP 1000. Naquela época já não era tão fácil, mas agora, diria que está mais complicado atrair a atenção dos adolescentes, uma geração que, em sua maioria, sofre da SPA – síndrome do pensamento acelerado. Muitos jovens não têm paciência para ficar horas assistindo às aulas, não querem “perder” tempo lendo um livro, preferem buscar no “Google” um resumo da obra. E por contentarem-se com os resumos, perdem a essência da obra, perdem seus melhores capítulos, não se aprofundam. E como no filme “Click”, estão querendo acelerar tudo... E podem acabar por perder o melhor da vida.
Elisângela Furtado
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