Seja bem-vindo!































Neste blog exponho um pouco do meu modo de pensar e de sentir. Aqui expresso o que penso sobre o ser humano, a sociedade em que vivemos e a vida de um modo geral. Aquele abraço!































































































































Elisangela Furtado

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Seja bem- vindo!

Neste blog exponho um pouco do que penso e sinto sobre o ser humano, a sociedade e a vida de um modo geral. Espero que de alguma forma os meus textos possam levá-lo(a) a refletir um pouco sobre a arte de viver.

Um forte abraço!



Elisângela Furtado

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sábado, 30 de abril de 2011

AMIGOS



Obrigada, Deus, porque me deste uns dos melhores presentes que se pode ganhar: AMIGOS.

Amigos me completam, seguram a minha onda, quando ninguém mais suporta minhas atitudes.

Amigos muitas vezes são o oposto do que sou no temperamento, nas ideologias, preferências, religião e time de futebol, mas sem eles a vida fica sem graça.

Amigos me impulsionam a caminhar, a olhar pra frente, a querer lutar por dias melhores.

Amigos me querem bem, entendem (e às vezes não) minha inconstância, meu jeito ora falante, ora silenciosa ao extremo...

Amigos algumas vezes falam o que preciso ouvir, exaltam minhas qualidades; outras vezes preferem não se manifestar. Que pena!

Amigos às vezes me decepcionam. São humanos!

Amigos nem sempre conseguem me mostrar onde erro, preferem nao me julgar...

Amigos: balsamo para os dias tristes, certeza de um porto seguro.

Muito bom tê-los em minha vida.

Alguns compartilham o dia-a-dia, outros há tempos não vejo, mas jamais os esqueço.

Tenho amigos de longa data e outros que chegaram ha pouco em minha vida.

Obrigada por existirem e me ensinarem tanto sobre a arte de ser feliz.

Perdoem-me por algumas vezes também decepcioná-los. Também sou humana!

Minha vida e mais colorida porque vocês fazem parte dela.




Obrigada!

Elisangela

sábado, 9 de abril de 2011

O BEM SEMPRE VENCERÁ!


Amigos:
A tragédia da escola , em Realengo chocou-me profundamente, como sei que chocou pessoas do mundo inteiro. Senti-me duplamente sensibilizada, como ser humano, pois não sou imune ao efeito provocado por tragédias como essa e portanto me entristeço e choro; e como educadora. Convivo quase todos os dias com estudantes da faixa etária daqueles "brasileirinhos" que tiverem suas vidas e seus sonhos tão brutalmente interrompidos. Porém, depois da comoção, das lágrimas, da indignação e das inúmeras interrogações que talvez nunca sejam respondidas sobre "COMO ALGUÉM É CAPAZ DE TAMANHA BRUTALIDADE? ", resolvi propor um movimento contrário:
Eu acredito no AMOR, na PAZ, na SOLIDARIEDADE e num mundo, em que o BEM sempre prevalecerá... Quero conclamar os meus familiares, amigos , colegas de trabalho e, em especial, aos meus alunos a nos unirmos no sentido de agir na contramão de um sistema em que a violência vem se tornando comum, o ódio vem se propagando e muitas pessoas vem sucumbindo e desistindo de lutar. A vida vale a pena sim. Nós, que acreditamos que fazer o bem sempre vale a pena, não devemos nos contagiar por esta onda de desânimo, de desesperança e tristeza que acontecimentos como esse provocam.

"Os homens maus só podem vencer se os bons se omitirem."

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DE BENTO RIBEIRO PARA O MUNDO



Acabei de assistir emocionada à coletiva que o Ronaldo Fenômeno deu aos jornalistas. Não me interessa aqui comentar os inúmeros escândalos em que o jogador se envolveu em sua vida pessoal, rendendo sempre muitas manchetes aos jornais e revistas de todo o mundo. Realmente cometeu grandes deslizes que não servem de exemplo.
Hoje nos despedimos do Ronaldinho que aos 17 anos já brilhava nos campos.
Que exemplo de humildade, de sabedoria e de hombridade esse rapaz nos dá!
Sempre admirei sua capacidade de dar a volta por cima, quando a mídia insistia em mostrar um Ronaldo decadente e limitado por suas inúmeras lesões e cirurgias. O mundo o viu ressurgir várias vezes, superando-se e alegrando o povo brasileiro.
Lamentavelmente o povo tem memória curta e não perdoa falhas... Ele não merecia despedir-se sendo tratado como foi por alguns torcedores do Corinthians que não o perdoaram pela desclassificação na Libertadores. E ele, como prova de grande humildade, pediu perdão por ter fracassado.
Convenceu-me ao expressar que não carrega mágoas dos que o criticaram ao longo de sua carreira, não só pelas derrotas em campo, como pelo excesso de peso. Em nenhum momento , durante quatro anos, estando ciente do seu distúrbio hormonal, o craque expôs a maior - embora eu não ache que seja a única - causa do seu excesso de peso. Aguentou firme as críticas e só hoje explicou que sofre hipotiroidismo, o que contribui para o seu aumento de peso. É, galera, vamos julgar menos!
Parabéns, Ronaldo! Lamento que você não tenha vestido a camisa do meu Fluzão!
Felicidades! Que Deus lhe abençoe!

13/2/11

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

VIVA O MILAGRE DA VIDA!


A chuva cai fina e deliciosa após longos dias de forte calor. Obrigada, Deus!
Hoje sinto a felicidade invadir meu coração. E o melhor de tudo isso é que o motivo de tal felicidade não é nenhum acontecimento grandioso, mas uma paz que invade o meu ser, por poder vivenciar momentos de harmonia familiar, fazer programas que me fazem feliz, como curtir uma cachoeira que faz parte da minha adolescência e poder desfrutar de momentos mágicos de relaxamento, junto àqueles que amo.
Como o tempo passou, algumas pessoas entraram em minha vida e agora compartilham comigo desses momentos simples, mas inesquecíveis, como a minha pequena e amada sobrinha.
Como é belo e doce vê-la desabrochar para a vida, dar seus primeiros passos, balbuciar suas primeiras palavras, sorrir para a vida...Como é bom vê-la alegrar-se e alegrar-nos com seu sorrisão de apenas quatro dentinhos... Ficamos todos abobalhados, com suas gracinhas e isso basta para nos fazer felizes enquanto estamos ao seu lado.
Viva o milagre da vida!!

07/02/11

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FIM DE ANO






Esta é uma época em que as pessoas costumam parar para refletir sobre os erros e acertos cometidos ao longo do ano. É bom relembrar os bons momentos, as conquistas realizadas... E quanto aos erros, as atitudes precipitadas, os sonhos não concretizados - vale a pena repensar e buscar novos caminhos para atingi-los e nos questionarmos se o que buscamos nos fará de fato mais felizes.
Assisti a uma matéria da Globo agora pela manhã em que eram mostradas as tristes conseqüências da chuvarada em São Paulo, na qual o jornalista Chico Pinheiro chamou a atenção para a aglomeração de pessoas, que mais parece um formigueiro humano na 25 de março. Todos ávidos por comprar e, para isso, enfrentam congestionamentos, espremem-se em meio à multidão, como se o mundo fosse acabar nas próximas horas e como se o presente comprado fosse a coisa mais importante desta época natalina.
Não gosto do consumismo que assola as pessoas nessas datas comemorativas: dia das mães, das crianças, natal... Mas como vivo neste planeta, também costumo presentear algumas pessoas queridas, tomando o cuidado de não exagerar, de não atribuir maior valor ao presente que aos sentimentos, as atitudes que tenho para com essas pessoas.
No último dia das crianças, me vi arrastada por essa onda de consumismo, comum nessa data, num shopping aqui da minha cidade. Nunca me senti tão mal dentro de um shopping. Filas e filas nas lojas, pessoas espremendo-se nos corredores, filas para a escada rolante... Resumo da ópera: saímos de lá sem o presente da criança em questão, que era a menos preocupada com tudo isso. Com apenas 9 meses de idade, não tinha noção do que aquelas pessoas faziam num feriado, enfrentando filas quilométricas, em vez de estar curtindo a data em paz, em seus lares ou em um lugar mais tranqüilo.
Será que a felicidade pode ser medica através dos bens que consumimos? Óbvio que precisamos consumir coisas que tornem nossa vida mais agradável, mais confortável, merecemos vestir-nos bem, alimentarmo-nos bem, temos direito ao lazer... Mas não consigo ( e nem quero) me adaptar a uma sociedade paranóica, que necessita trocar o celular todo ano, que é refém do avanço tecnológico, do modismo e da falta de interiorização, da massificação... Não, já decidi! Prefiro seguir na contramão! Eu só quero é ser feliz!

Feliz natal a todos e que DEUS nos dê bom senso, sabedoria e nos capacite a encontrar a verdadeira FELICIDADE, aquela que permanece mesmo quando não estamos com saldo bancário positivo e nem temos dinheiro para uma ceia de natal farta.
Busco a felicidade que vejo em muitas pessoas simples, que são felizes porque já entenderam que a saúde, a paz de espírito, a união familiar, o viver bem com os amigos e, acima de tudo, viver em comunhão com DEUS são os verdadeiros tesouros que valem a pena perseguirmos. O resto...Ah, o resto é vaidade!

22/12/10

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FELICIDADE GENUÍNA

Felicidade...

Ah, é bem menos complicado encontrá-la que possamos imaginar!
Para encontrá-la não precisamos maquiagem, super produção, roupa cara...
Em geral, a encontro nas coisas simples:
Na descontração, no dia-a-dia...
Na ingenuidade da criança,
Na falta de competitividade,
No carinho sincero,
Na palavra amiga,
Sem discursos ensaiados,
Na falta de pretensão,
Na despreocupação em convencer, em provar algo...
Encontro a felicidade
Quando deixo fluir...
Quando não programo,
Quando não planejo tanto,
Quando topo viver o hoje, sem tentar modificar o imutável.
Não é fácil...
Mas é maravilhoso
Usufruir do milagre da vida
Sendo simplesmente o que somos
E aceitando-nos assim!
Obrigada, ó Deus, pela vida e por saber que estás comigo.

18/11/10

domingo, 10 de outubro de 2010

É PRECISO FILTRAR O ESSENCIAL


Somos bombardeados por informações a todo instante, seja pela TV, pelo rádio, pela Internet ou pelos jornais. Isso sem falar das informações que nos chegam através das conversas informais com os familiares ou colegas de trabalho. Por mais que nos esforcemos, nosso tempo é pouco para darmos conta da demanda de informações veiculadas todos os dias. Procuro assistir aos noticiários, ler jornais e revistas. Minha profissão exige de mim uma constante atualização.
Gosto de me informar, mas confesso que passo por momentos de alienação. Já vivi um momento de extrema ansiedade por conta disso. Queria sempre mais informações. Fui assinante de uma revista semanal de grande circulação e ficava mal quando recebia um exemplar e não tinha dado conta de ler o anterior. Comecei a rever essa neurose. Há épocas em que estou tão focada em determinados objetivos, que mesmo que me ponha sentada de frente a TV, minha mente não está ali e portanto não consigo assimilar o que está sendo transmitido. O nosso cérebro é bem mais sábio que nós e sabe a hora de bloquear o excesso de informações, fazendo um "Stop".

Segue uma matéria interessante sobre a importância de sabermos filtrar o que é realmente importante.





De quanta informação realmente precisamos?

Que atitudes podemos tomar em nossas vidas para que a sociedade da informação não nos engula? Esta pergunta foi feita para psicólogos pelo site Ser Melhor e suas respostas podem ser lidas neste artigo.



Introdução
A sociedade da informação chegou definitivamente e sua expansão se deveu indubitavelmente a Internet. Nela podemos encontrar praticamente tudo que procuramos; desde a nossa música predileta até aquela que apenas ouvimos quando eramos crianças, sem deixar de lado as novidades que sempre aparecem.

Hoje as pessoas fazem pesquisas na Internet sobre seus problemas antes de ir a seus médicos, a fim de verificar informações. As notícias podem ser consultadas diariamente sem a necessidade de se comprar um único jornal e sem se gastar praticamente nada, somente acessando portais online, blogs, rss, boletins informativos especializados e etc.

Fazer um curso agora não depende mais de se inscrever em uma escola física ou sair do país. Com alguma vontade se consegue aprender sozinho e de graça em redes sociais, utilizando cursos online ou simplesmente navegando.

Mas a sociedade da informação não se restringe apenas a Internet, apesar desta ser seu ícone. A TV (considerando-se suas óbvias limitações de programação), o rádio, as bancas de jornal, as inúmeras publicações altamente específicas e segmentadas para públicos que vão dos churrasqueiros de domingo até as pessoas que desejam decorar apertamentos de até 45m2 ou obter material especializado são outros exemplos de como a informação está disponível e relativamente barata, quando não de graça.

A especialização tornou nossa maneira de viver muito diferente, mais personalizada, tando na vida familiar, no lazer ou em nosso trabalho.

Porém, a Informação começa a nos cobrar um preço alto por tudo que tem nos dado. O que parecia um milagre, uma dádiva da dita “modernidade” vem mostrando seu lado perverso. Esta sociedade consome e produz informação em quantidades e velocidades tão assombrosas que não conseguimos mais acompanha-la. E a pergunta é: como nos mantermos informados com tanta informação (parece paradoxal, não é)? Que tipo de informação devemos assimilar e qual devemos descartar? Como podemos acompanhar os avanços e as novidades? Precisamos mesmo de todas as novidades?

A informação está não um passo além, mas sim uns quatro ou cinco. Ao mesmo tempo o “mercado” nos diz para sempre estarmos atentos a tudo, ficar “ligados”, “antenados” no que acontece se não podemos “ficar para trás”. Isto tem gerado angústia, depressão, ansiedade e etc. em uma quantidade cada vez maior de pessoas. Esta impotência diante do conhecimento tem gerado doenças de natureza mental e até mesmo físicas, pois ambas caminham, em muitos aspectos, juntas.

Com o intuito de tentar discutir este problema, o do excesso de informação, e de tentar trazer alguma luz a respeito do tema o site Ser Melhor consultou psicólogos e lhes fez a seguinte pergunta: “Que atitudes podemos tomar em nossas vidas para que a sociedade da informação não nos engula?”. Abaixo colocamos suas respostas para que você, leitor, possa refletir e até mesmo seguir suas dicas.


Respostas dos Psicólogos


Gabriela Malavazi

É verdade. Diariamente somos bombardeados por centenas de informações do específico ao geral de um assunto. Paralelo ao excesso de informações existe um apelo para a competitividade, para corrermos atrás de tudo, sermos empreendedores, ativos, espertos, senão morreremos na sarjeta da exclusão.

Esses são os valores do capitalismo. Mas, se pararmos um pouco para pensar, veremos que é impossível esgotarmos o conhecimento sobre qualquer assunto. Saber limites, trabalhá-los e aceitá-los é uma boa forma de contenção destas angústias.

Bem como saber filtrar o que realmente nos interessa para o momento. Aprendemos aos poucos, aliando informação com experiência, ou teoria com prática como dizem, não? A voracidade, a ansiedade por 'engolir' tudo ao mesmo tempo só pode causar indigestão. Há tempo para percebermos as coisas, aliarmos ao que sentimos e vivenciamos e aprendermos com a experiência. Vale o auto-conhecimento neste processo, inclusive se nos percebemos 'tomados' por esta ansiedade.

Que conflitos podem estar por detrás deste comportamento? Há momentos em que esta reflexão pode ser necessária e, se não conseguimos sozinhos, a ajuda de um profissional pode ser valiosa. Afinal, atenção e cuidado com as nossas atitudes são sinais de preservação das nossas vidas de forma respeitosa e saudável.


Valquiria Lis Shinkai

Informação. Dar forma, colocar na fôrma, criar, representar, esta é sua análise etmológica
Vivemos em fôrmas e tentamos insistentemente dar forma ás fôrmas que vivemos
Que atitude podemos tomar diante de tantas informações?
E diante de nós mesmos? de nossas próprias fôrmas?
Como fazer para que algo não nos engula, se nos engolimos o tempo todo?
Se mal nos digerimos, como digerir a diversidade, o conhecimento, a rede, a globalização?
Buscamos fora de nós. Respostas, novidades, inteligencia. Emoções. Sentimentos. Amor.
Algo que faça sentido. Que nos dê um sentido.
Conhecimento que nunca se transforma em sabedoria.
Mente que não se renova, não ousa, não cria.
Mente pequena que nos dá tão pouco.
Mente de fora.
Nada existe de fora para dentro, tudo existe de dentro para fora.
Não existe nem fora, nem dentro.
Somos o que devemos ser.
Somos o que precisamos ser
somos o fora e o dentro.
Somos a diversidade, o conhecimento, a rede, a globalização;
Somos tudo e tudo em nós se manifesta.
A informação está fora e está dentro
A mente cotidiana nos leva para fora, para a fôrma, para a massa, para a soberba
A grande mente nos leva para dentro, para o inter-ser, para a imensidão, para a expansão
Para um coração iluminado, que nos informa com sua grande sabedoria
O que realmente devemos saber.

Obs: fôrma foi acentuado para diferenciar de forma.


Marcos Braga

Alguém uma vez me disse: “Quando uma pessoa vai dormir e acorda no dia seguinte já está desatualizada em relação a qualquer assunto”. Talvez seja uma afirmação um pouco drástica, apesar de estarmos vivendo na Era do Conhecimento e a produção de informação está tão veloz que é praticamente impossível acompanhar o que há de novo.

O mercado de trabalho segue essa tendência, hoje as empresas de forma geral querem uma pessoa que conheça um pouco de cada assunto, ou seja, uma profissional que seja especialista na sua área e ao mesmo tempo conheça vários outros assuntos, como outras línguas, informática, etc. Porém, estar sempre atualizado não é fácil, exige tempo e dedicação; e aqui está o grande problema, o tempo para dedicar a produção de conhecimento, a maioria das pessoas acredita não ter essa disponibilidade, o que causa grande angústia e dificuldades de adaptação a essa nova era, parte do estresse que ocorre no ambiente de trabalho é devido ao medo de perder o emprego por se sentir ultrapassado ou pela competição para conseguir uma vaga melhor, que é destinada a quem está melhor preparado.

Uma sugestão para não entrar numa crise existencial por não conseguir saber tudo é priorizar aquilo que é mais importante. Não é possível saber tudo, porém alguns assuntos são importantes para cada pessoa e conhecê-los bem faz grande diferença. Outro ponto importante é garantir um tempo para o lazer, e também para o “ócio” como aponta Domenico de Masi no seu livro “O Ócio Criativo”.


Salete Monteiro Amador

Como tudo na vida, o desequilíbrio traz muitos males. É impossível acompanhar a tudo! Mas é possível estar bem informado naquilo que nos interessa, sem que isto nos prejudique.

Acho que em primeiro lugar devemos ter claro que áreas ou interesses nos agradam ou são fundamentais para a nossa vida e também para o trabalho que realizamos. A partir disto focar nesses assuntos sem se alienar de outros acontecimentos importantes para o nosso contexto de vida como notícias do bairro e cidade onde moramos.

Isto me faz lembrar do processo de memória de nosso cérebro. Ele está em contato com milhares de informações, mas só armazena na memória, por mais tempo, algumas delas, as mais indispensáveis (como nossa história de vida) e marcantes (como momentos com alta carga afetiva, seja de paixão ou de trauma). Para guardar novas informações o nosso cérebro faz uma seleção, dispensando dados antigos sem utilidade para nós. Assim, não lembramos de tudo o que nos aconteceu na vida com todos os detalhes, mas sim de situações e eventos mais importantes e indispensáveis para a nossa identidade.

Se nosso cérebro só armazenasse informações novas sem critério e não se desfizesse de nada então acredito que talvez enlouqueceríamos, perdidos num excesso de tudo.

Assim acho que o melhor caminho é o do meio: olhar para dentro de nós, escolhermos as informações que nos interessam (por prazer e por necessidade de atualização), o que é necessário para nossa carreira e para conviver num mundo que muda constantemente, sem com isto perdermos a nós mesmos, o contato com a natureza, amigos, estar em silêncio, etc.





Autor(a): Salete Monteiro Amador


Psicóloga formada pela PUC-SP
Aprimorada em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde/FUNDAP.
Supervisora e Terapeuta Comunitária formada pelo Dr. Adalberto Barreto.
Realiza atendimento psicológico em consultório particular (Vila Madalena).

Contato: salete_psi@yahoo.com.br


10/10/10